SAÚDE - Quando levar a criança ao cardiologista?

Sinais podem indicar a necessidade de uma consulta, e sintomas como dor no peito, palpitação e sopro merecem atenção.

Curitiba, 14 de outubro de 2026 – Cansaço, falta de ar, palpitações, dor no peito ou sopro identificado durante uma consulta podem gerar dúvidas e preocupação em pais e responsáveis. Mas quando esses sinais realmente indicam uma doença do coração? E quando levar a criança ao cardiologista? O Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, esclarece as principais dúvidas.

O cardiologista pediátrico é o especialista responsável por avaliar o coração e sistema circulatório de crianças e adolescentes. O encaminhamento pode acontecer a partir de sintomas, alterações identificadas pelo pediatra ou diante de um histórico familiar que mereça atenção.

Segundo a cardiologista pediátrica Cristiane Nogueira Binotto, do Hospital Pequeno Príncipe, os sinais que podem indicar uma alteração cardiovascular variam de acordo com a idade e o tipo de cardiopatia. “Os sinais e sintomas gerais aos quais precisamos estar sempre atentos são cansaço, sudorese, interrupções das mamadas e baixo ganho de peso”, explica a especialista.

Quando levar a criança ao cardiologista?

Não é necessário levar toda criança ao cardiologista de forma preventiva. O mais importante é manter o acompanhamento pediátrico regular, observar mudanças no comportamento e na capacidade dela para realizar suas atividades e informar o médico sobre o histórico familiar.

Cansaço excessivo, falta de ar, pouco ganho de peso, desmaios, coloração arroxeada ou sintomas que aparecem durante o exercício físico merecem atenção e podem indicar a necessidade do acompanhamento com um cardiologista pediátrico. A atenção deve ser maior antes de atividades físicas extenuantes ou programas de exercícios de alta intensidade quando existe histórico familiar. Em caso de dúvidas, é importante conversar com o pediatra que acompanha a criança.

Crianças com histórico familiar precisam de avaliação?

O histórico familiar é uma informação importante para a saúde cardiovascular da criança. Casos de morte súbita, arritmias graves ou miocardiopatia hipertrófica na família, especialmente entre parentes de primeiro grau, como pai e mãe, merecem atenção.

Algumas síndromes genéticas também podem estar associadas a uma maior ocorrência de alterações cardíacas. Nesses casos, o pediatra pode indicar uma avaliação com o cardiologista pediátrico.

Quais sinais podem indicar uma doença cardíaca?

Fique atento a:cansaço excessivo, especialmente durante atividades ou mamadas;
interrupções frequentes das mamadas por cansaço ou falta de ar;
dificuldade para respirar;
suor excessivo, principalmente durante as mamadas;
pouco ganho de peso ou dificuldade para crescer;
coloração arroxeada nos lábios, boca ou mucosas;
desmaios;
palpitações recorrentes; e
redução importante da capacidade para realizar atividades físicas.

A presença desses sinais não significa, necessariamente, que a criança tenha uma doença no coração. Porém, quando são persistentes, recorrentes ou aparecem associados a outros sintomas, é importante buscar avaliação médica.

Dor no peito, palpitação e sopro: quando procurar um cardiologista?

Dor no peito e palpitação são sintomas que podem acontecer na infância e, na maioria das vezes, não têm origem cardiovascular. A dor pode estar relacionada a questões gastrointestinais, musculoesqueléticas ou emocionais, por exemplo.

De acordo com a cardiologista, menos de 1% dos casos de dor no peito em crianças têm origem cardíaca. “Quando nós temos que estar atentos à dor no peito em crianças? Quando ela é durante o exercício físico, principalmente durante a atividade, especialmente quando acompanhada de desmaio, falta de ar, palpitação ou histórico familiar de doença cardíaca”, alerta.

Já o sopro no coração é uma das situações mais comuns que levam o pediatra a encaminhar a criança para um cardiologista. Durante a infância, é comum a presença do chamado sopro inocente ou funcional, que não está relacionado a uma alteração estrutural do coração. Por isso, a avaliação deve considerar o exame físico e o conjunto de sinais apresentados pela criança.

Quando procurar atendimento de emergência?

No caso de:desmaio durante atividade física;
dificuldade importante para respirar;
coloração arroxeada nos lábios ou na face;
dor intensa no peito, principalmente durante o esforço;
palpitações acompanhadas de desmaio, falta de ar ou mal-estar intenso;
perda de consciência;
alteração súbita e importante do estado geral.

Sobre o Serviço de Cardiologia do Hospital Pequeno Príncipe

O Hospital Pequeno Príncipe é um dos mais importantes centros brasileiros de cardiologia pediátrica. Além de consultas ambulatoriais, disponibiliza todos os exames necessários para o diagnóstico do paciente, bem como alternativas de tratamentos, incluindo cirurgias e transplantes.

A instituição conta com o Serviço de Hemodinâmica; Unidade de Terapia Intensiva (UTI) voltada exclusivamente a pacientes da especialidade; serviços de Eletrofisiologia, Ecocardiografia e Eletrocardiografia; e duas equipes de cirurgia cardíaca. Também é referência nacional em cirurgia cardíaca pediátrica de bebês com até 30 dias de vida, sendo uma das instituições que mais realiza esse procedimento no Brasil.

Somente em 2025, foram 6.993 consultas, 806 internamentos, 350 procedimentos de hemodinâmica, 2.251 procedimentos cirúrgicos, 12 transplantes cardíacos e 34 transplantes de válvula cardíaca.

Sobre o Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil. Há mais de cem anos, a instituição filantrópica e sem fins lucrativos oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país. Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais.

Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, o Hospital promove 76% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, realizou 258 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 308 transplantes. Reconhecido como hospital de ensino desde a década de 1970, já formou mais de dois mil especialistas em diferentes áreas da pediatria.

Junto com a Faculdades Pequeno Príncipe e com o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, compõe o Complexo Pequeno Príncipe. Essa atuação em assistência, ensino e pesquisa — conforme o conceito Children’s Hospital, adotado por grandes centros pediátricos do mundo — tem transformado milhares de vidas anualmente, garantindo-lhe reconhecimento internacional.

Em 2026, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 63 melhores hospitais do mundo que atuam com pediatria (ou que atendem crianças) no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek, o que o colocou, pelo sexto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina. Também é reconhecido como Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde por meio de certificação concedida a instituições que cumprem critérios técnicos rigorosos na assistência.

Desde 2019, o Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas.

Texto: Assessoria de Imprensa Hospital Pequeno Principe
Foto: Camila Hampf/Hospital Pequeno Príncipe

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